Quem trabalha no Japão provavelmente já ouviu a palavra Zangyō (残業) muitas vezes. É o termo mais comum para falar de hora extra e aparece tanto nas conversas dentro da empresa quanto no cartão de ponto e no holerite.
A dúvida costuma surgir quando chega o pagamento. Quantas horas foram realmente registradas? Toda hora trabalhada depois do expediente recebe 25% a mais? O valor muda quando o trabalho continua depois das 22h? E trabalhar no sábado ou no domingo significa receber automaticamente um adicional de 35%?
Neste artigo, vamos entender as principais regras sobre horas extras no Japão, os adicionais previstos pela legislação e como comparar o registro da jornada com os valores que aparecem no holerite. As informações foram verificadas de acordo com as regras vigentes em outubro de 2026.
Quando o trabalho é considerado hora extra no Japão
A primeira diferença que precisa ficar clara é entre a jornada definida pela empresa e a jornada estabelecida pela legislação.
No contrato de trabalho pode aparecer o termo Shotei Rōdō Jikan (所定労働時間). Ele indica a jornada prevista pela empresa ou pelo contrato.
Já Hōtei Rōdō Jikan (法定労働時間) significa jornada legal de trabalho.
Os dois conceitos não são iguais.
Imagine uma empresa em que o funcionário tenha uma jornada contratual de sete horas por dia.
Se ele trabalhar sete horas e trinta minutos, fez trinta minutos além da jornada prevista pela empresa. No entanto, apenas por esse fato ainda não ultrapassou o limite legal diário de oito horas.
Esses trinta minutos precisam ser remunerados, mas o adicional legal de 25% não aparece automaticamente apenas porque o funcionário ultrapassou o horário previsto no contrato.
Quando o trabalho passa do limite legal, a situação muda.
Esse detalhe é importante porque muita gente olha apenas para o horário em que saiu da empresa e conclui que todo o período depois do expediente deve receber o mesmo adicional.
Não é necessariamente assim.
Qual é a jornada legal de trabalho no Japão?
Na regra geral, a jornada legal é de até 8 horas por dia e 40 horas por semana.
Existem sistemas especiais de organização da jornada e atividades com regras específicas. Algumas empresas também utilizam sistemas de jornada variável.
Para quem trabalha em um horário convencional, no entanto, oito horas diárias e quarenta semanais são os principais números de referência.
O tempo de intervalo também precisa ser considerado.
Se o trabalhador está realmente liberado de suas funções durante o intervalo, esse período não é contabilizado como tempo de trabalho.
Por isso, na hora de comparar o cartão de ponto com o holerite, não basta calcular apenas a diferença entre o horário de entrada e o horário de saída.
O que é o Saburoku Kyōtei (36協定)?
Nas empresas japonesas é comum ouvir a expressão Saburoku Kyōtei (36協定).
O nome vem do artigo 36 da Rōdō Kijun Hō (労働基準法), a Lei de Normas Trabalhistas.
Quando uma empresa pretende fazer seus funcionários trabalharem além da jornada legal ou no descanso legal, ela precisa, em regra, celebrar esse acordo com o sindicato ou com um representante da maioria dos trabalhadores e apresentá-lo à autoridade trabalhista competente.
O acordo permite que exista trabalho extraordinário dentro das condições previstas pela legislação.
Ele não dá à empresa liberdade para exigir qualquer quantidade de horas.
E também não elimina o direito ao pagamento dos adicionais.
O Saburoku Kyōtei (36協定) não transforma hora extra em trabalho gratuito. Ele permite o trabalho extraordinário dentro dos limites legais, mas os adicionais continuam sendo devidos.
Existe limite para as horas extras no Japão?
Sim.
Na regra geral, o limite de trabalho extraordinário é de:
45 horas por mês e 360 horas por ano.
Existem situações temporárias e excepcionais em que uma cláusula especial do Saburoku Kyōtei permite ultrapassar esses valores.
Mesmo assim, continuam existindo limites.
Entre os principais estão o teto de 720 horas extraordinárias no ano, menos de 100 horas em determinado mês quando consideradas as horas extras e o trabalho em descanso legal, além de uma média de até 80 horas mensais em períodos de dois a seis meses.
Também não é permitido ultrapassar 45 horas em todos os meses do ano. Essa situação excepcional pode ocorrer em no máximo seis meses.
Algumas profissões possuem regras específicas. Este artigo trata do regime geral aplicado à maioria dos trabalhadores.
Quanto deve ser pago pelas horas extras?
Os percentuais abaixo representam os mínimos previstos pela legislação.
Tabela de adicionais
| Situação | Adicional mínimo |
|---|---|
| Trabalho além da jornada legal | 25% |
| Parte das horas extras que ultrapassa 60 horas no mesmo mês | 50% |
| Trabalho realizado no descanso legal | 35% |
| Trabalho noturno entre 22h e 5h | 25% |
| Hora extra legal realizada entre 22h e 5h | 50% |
Esses percentuais são mínimos.
O contrato, o regulamento da empresa ou uma convenção coletiva podem estabelecer condições melhores para o trabalhador.
Exemplo simples
Imagine que o valor-base da hora seja ¥1.500.
Uma hora extra legal com adicional de 25% seria:
¥1.500 × 1,25 = ¥1.875
Agora imagine que essa mesma hora tenha sido trabalhada entre 22h e 23h.
Nesse período existem dois adicionais.
O trabalhador recebe 25% pela hora extra e mais 25% pelo trabalho noturno.
A conta seria:
¥1.500 × 1,50 = ¥2.250
Quando o total de horas extras legais ultrapassa 60 horas no mesmo mês, a parcela que excede esse limite passa a ter adicional mínimo de 50%.
Essa regra também passou a valer para pequenas e médias empresas a partir de abril de 2023.
Para entender melhor quanto vale uma hora de trabalho no Japão, veja também como funciona o salário mínimo e por que ele varia de acordo com a região.
Salário mínimo no Japão: entenda como funcionaTrabalhar sábado ou domingo sempre dá direito a 35%?
Não.
Esse é um dos pontos que mais causam confusão.
A legislação diferencia uma folga prevista pelo calendário da empresa do Hōtei Kyūjitsu (法定休日), o descanso legal.
Imagine uma empresa que trabalha de segunda a sexta e deixa sábado e domingo livres.
Isso não significa automaticamente que os dois dias sejam considerados descanso legal.
A empresa pode, por exemplo, definir domingo como Hōtei Kyūjitsu e sábado como outra folga do calendário.
Nesse caso, trabalhar no sábado não gera automaticamente adicional de 35% apenas porque normalmente seria um dia sem expediente.
Dependendo da jornada acumulada durante a semana, essas horas podem ser tratadas como trabalho extraordinário por ultrapassar o limite semanal.
Já o trabalho realizado no verdadeiro Hōtei Kyūjitsu recebe adicional mínimo de 35%.
E se o trabalho continuar depois das 22h?
O adicional noturno também precisa ser considerado.
Se o funcionário estiver trabalhando no Hōtei Kyūjitsu e permanecer em atividade depois das 22h, o adicional de 35% do descanso legal pode se acumular com o adicional noturno de 25%.
Por isso, vale saber qual dia da semana a empresa considera como Hōtei Kyūjitsu.

Como calcular o valor da sua hora extra
Para quem recebe salário por hora, a conta costuma ser mais fácil de visualizar.
Quem recebe salário mensal precisa primeiro encontrar o valor-base usado no cálculo da hora.
De forma simplificada:
remuneração mensal considerada no cálculo ÷ média mensal de horas contratuais = valor-base da hora
Imagine o seguinte exemplo.
Salário usado como base:
¥240.000
Média mensal da jornada:
160 horas
A conta seria:
¥240.000 ÷ 160 = ¥1.500 por hora
Se o trabalhador fizer dez horas extras legais com adicional de 25%:
¥1.500 × 1,25 × 10 = ¥18.750
Nesse exemplo simplificado, o valor correspondente às dez horas seria ¥18.750.
Todo valor recebido no mês entra nessa conta?
Não necessariamente.
Algumas verbas podem ser excluídas da base quando atendem aos critérios previstos pela legislação.
Podem existir situações envolvendo auxílio-transporte, auxílio-família, auxílio-moradia e pagamentos extraordinários.
Mas não basta a empresa simplesmente dar determinado nome à verba.
Chamar um valor de “auxílio-moradia”, por exemplo, não significa automaticamente que ele possa ser excluído do cálculo.
A natureza real do pagamento também precisa atender aos critérios legais.
Por isso, dividir todo o valor bruto do holerite pelo total de horas pode produzir um resultado incorreto.
Um salário maior no holerite não significa necessariamente maior poder de compra. Veja como inflação, salário nominal e salário real afetam a renda das famílias no Japão.
Inflação no Japão: os salários realmente estagnaram?Como conferir as horas extras no holerite japonês
Agora entramos na parte mais prática.
Os nomes variam de empresa para empresa, mas muitos holerites utilizam termos semelhantes.
Na área de jornada e presença, normalmente chamada Kintai (勤怠), podem aparecer os seguintes campos.

Zangyō Jikan (残業時間)
Significa horas extras registradas.
Mostra a quantidade de horas extras contabilizadas naquele período.
Jikangai Rōdō Jikan (時間外労働時間)
Significa horas de trabalho fora da jornada.
É outra nomenclatura comum para registrar trabalho extraordinário.
Shin’ya Jikan (深夜時間)
Significa horas noturnas.
Normalmente indica o tempo trabalhado dentro do período noturno considerado pela legislação.
Shin’ya Zangyō Jikan (深夜残業時間)
Significa horas extras noturnas.
Esse campo pode aparecer quando o sistema da empresa separa o trabalho extraordinário realizado durante o período noturno.
Kyūjitsu Rōdō Jikan (休日労働時間)
Significa horas trabalhadas em dia de descanso.
É importante lembrar que a classificação da folha depende da forma como a empresa organiza a jornada e os dias de descanso.
O guia de holerite produzido pelo Japão Real já reúne essas nomenclaturas e outras variações encontradas em folhas de pagamento japonesas. guia_holerite_japones_modelo_me…
Onde aparece o pagamento das horas extras?
A parte de pagamentos costuma aparecer na seção Shikyū (支給).
Alguns campos comuns são:
Zangyō Teate (残業手当)
Significa adicional de horas extras.
É uma das nomenclaturas mais comuns para o valor correspondente ao trabalho extraordinário.
Jikangai Teate (時間外手当)
Também significa adicional relacionado ao trabalho fora da jornada.
Algumas empresas utilizam essa expressão em vez de Zangyō Teate.
Shin’ya Teate (深夜手当)
Significa adicional noturno.
É o valor adicional referente ao trabalho realizado no período entre 22h e 5h.
Kyūjitsu Teate (休日手当)
Significa adicional relacionado ao trabalho em dia de descanso.
Como conferir o pagamento na prática
Não é necessário refazer toda a folha de pagamento todos os meses.
Uma conferência simples já permite identificar muita coisa.
Primeiro, compare o cartão de ponto ou o sistema eletrônico com o holerite.
Veja os horários de entrada, saída e intervalos.
Depois procure os campos relacionados às horas trabalhadas.
Os mais comuns são Zangyō Jikan (残業時間), Shin’ya Jikan (深夜時間) e Kyūjitsu Rōdō Jikan (休日労働時間).
Na área de pagamentos, procure Zangyō Teate (残業手当), Shin’ya Teate (深夜手当) e Kyūjitsu Teate (休日手当).
Também confira o fechamento da folha.
O termo Kyūyo Shimebi (給与締日) indica a data de fechamento do período utilizado para calcular o salário.
Uma hora trabalhada no fim do mês pode aparecer somente no holerite seguinte se tiver ocorrido depois da data de fechamento.
Por isso, uma diferença entre o calendário e o holerite nem sempre significa pagamento incorreto.
Está com o holerite em mãos e ainda tem dificuldade para identificar os campos? O Japão Real preparou um guia visual com japonês, romaji, tradução em português e explicações práticas dos principais itens da folha.
Baixar gratuitamente o guia do holerite japonêsA empresa pode cortar 10 ou 15 minutos de hora extra?
Como princípio, o tempo efetivamente trabalhado precisa ser registrado.
Uma empresa não pode simplesmente decidir que os primeiros 10, 15 ou 30 minutos trabalhados todos os dias deixam de existir.
Imagine alguém que fique 17 minutos além do horário todos os dias.
Se esses 17 minutos forem descartados diariamente, ao final do mês o trabalhador pode ter acumulado várias horas de trabalho sem registro.
Existe uma regra administrativa que permite determinado arredondamento sobre o total mensal das horas.
Uma fração inferior a 30 minutos no total do mês pode ser descartada, enquanto uma fração de 30 minutos ou mais pode ser arredondada para uma hora.
O ponto importante é que essa regra se refere ao total mensal.
Ela não significa que a empresa possa simplesmente apagar minutos trabalhados todos os dias.
Uma regra interna dizendo que “hora extra só conta depois de 15 ou 30 minutos” não autoriza automaticamente a empresa a ignorar tempo efetivamente trabalhado todos os dias.
E quando a hora extra já está incluída no salário?
Algumas empresas utilizam o sistema chamado Kotei Zangyōdai (固定残業代).
Ele consiste em incluir antecipadamente no salário um valor destinado ao pagamento de determinada quantidade de horas extras.
Um anúncio de emprego pode informar, por exemplo:
“Salário mensal de ¥300.000, incluindo ¥50.000 referentes a 20 horas extras.”
Isso não significa que a empresa possa exigir horas extras ilimitadas.
O valor correspondente ao Kotei Zangyōdai precisa ser distinguível da remuneração normal.
Também é necessário verificar quantas horas aquele pagamento pretende cobrir.
Se o valor legal correspondente às horas efetivamente trabalhadas ultrapassar o valor fixo, a diferença precisa ser paga.
Imagine que o pagamento fixo cubra vinte horas extras.
Se naquele mês o trabalhador fizer vinte e sete horas e o valor legal correspondente for superior ao montante incluído no salário, as horas excedentes não desaparecem.
A diferença continua sendo devida.
Isso também merece atenção ao comparar ofertas de emprego.
Dois anúncios com o mesmo salário mensal podem representar condições bastante diferentes quando um deles inclui várias horas extras no valor anunciado.
Antes de comparar apenas o salário anunciado, veja a jornada, os adicionais, as horas extras incluídas e as condições do contrato.
Como buscar emprego no Japão: onde procurar e como se candidatarTer cargo de chefia significa perder automaticamente a hora extra?
Não.
Possuir um cargo chamado líder, supervisor, encarregado ou outro título de chefia não significa automaticamente que o trabalhador deixou de estar protegido pelas regras comuns de jornada.
A legislação possui uma categoria específica para determinados gestores e supervisores que realmente exercem autoridade compatível com essa posição.
O nome do cargo, sozinho, não resolve a questão.
Por isso, alguém que coordena colegas, distribui tarefas ou possui alguma responsabilidade adicional não deve concluir automaticamente que perdeu o direito ao pagamento de horas extras.
O que fazer quando o pagamento parece errado?
Antes de concluir que houve pagamento incorreto, confira primeiro o período de fechamento da folha, as horas registradas, a classificação usada pela empresa e os valores apresentados no holerite.
Se a diferença continuar sem explicação, procure o setor responsável pela folha de pagamento ou o RH.
Também é importante guardar registros.
Holerites, cartão de ponto, prints do sistema de presença, escalas, contrato e mensagens relacionadas aos horários podem ser úteis.
Outro documento importante é o Rōdō Jōken Tsūchisho (労働条件通知書), usado para registrar as principais condições de trabalho.
As orientações oficiais destinadas aos empregadores também destacam que a jornada deve ser controlada por métodos adequados e objetivos, como registros de cartão de ponto. 外国人雇用は
Onde procurar orientação trabalhista no Japão?
Uma das principais referências é o Rōdō Kijun Kantokusho (労働基準監督署).
Em português, pode ser entendido como Inspetoria de Normas Trabalhistas.
Esse órgão atua em questões relacionadas a salário, jornada, horas extras e outras obrigações previstas na legislação trabalhista.
O Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar também mantém canais de orientação voltados a trabalhadores estrangeiros, inclusive em português.
Quando houver uma diferença importante no pagamento, levar os registros de jornada e os holerites facilita bastante a explicação do problema.
Japonês do dia a dia
É uma das palavras mais comuns no ambiente de trabalho japonês. Você pode ouvi-la em conversas com líderes e colegas e encontrá-la no cartão de ponto, no sistema de presença e no holerite.
Antes de concluir, um cuidado importante
As regras apresentadas neste artigo representam o regime geral da legislação trabalhista japonesa.
O cálculo pode mudar em situações que envolvem jornada variável, sistemas especiais de horário e determinadas profissões.
O contrato, convenções coletivas e regras internas da empresa também podem oferecer condições melhores do que os mínimos previstos pela legislação.
Por isso, encontrar uma diferença entre sua conta e o holerite não significa automaticamente que a empresa calculou errado.
Mas diferenças recorrentes também não devem ser ignoradas.
O primeiro passo é entender como as horas foram registradas e classificadas.
Conclusão
Conferir a hora extra começa pelo registro da jornada
Para saber se o pagamento está correto, não basta olhar apenas o valor recebido no fim do mês. Primeiro é preciso entender quanto tempo foi efetivamente trabalhado e como essas horas foram classificadas.
Na regra geral, o trabalho que ultrapassa a jornada legal recebe adicional mínimo de 25%. O trabalho noturno entre 22h e 5h possui adicional próprio, enquanto o trabalho no descanso legal segue outra regra.
Reconhecer termos como Zangyō Jikan (残業時間), Shin’ya Jikan (深夜時間) e Zangyō Teate (残業手当) torna a conferência do holerite muito mais simples.
Abaixo estão as respostas para algumas das perguntas mais comuns sobre horas extras e pagamento no Japão.
Dúvidas sobre horas extras no Japão
Veja as respostas para algumas das dúvidas mais comuns sobre jornada, adicionais e pagamento.
Toda hora trabalhada depois do expediente recebe 25% a mais?
Não necessariamente. O adicional legal está relacionado principalmente ao trabalho que ultrapassa a jornada legal. Se a jornada contratual da empresa for menor, pode existir um período entre o fim da jornada contratual e o limite legal que precisa ser analisado separadamente.
Hora extra depois das 22h recebe quanto?
Quando a hora é ao mesmo tempo trabalho extraordinário legal e trabalho noturno, os adicionais mínimos de 25% e 25% se acumulam. Nesse caso, o valor chega a pelo menos 150% do valor-base daquela hora.
Trabalhar domingo sempre paga 35% a mais?
Não. O adicional de 35% está ligado ao trabalho realizado no Hōtei Kyūjitsu (法定休日), o descanso legal. É preciso saber qual dia a empresa considera como esse descanso.
A empresa pode cortar 15 minutos de hora extra todos os dias?
Como regra, o tempo efetivamente trabalhado precisa ser registrado. Existe uma regra administrativa específica para arredondamento do total mensal, mas isso não significa que minutos trabalhados possam ser descartados diariamente.
Se o salário inclui horas extras, a empresa não precisa pagar mais nada?
Não. No sistema Kotei Zangyōdai (固定残業代), o valor destinado às horas extras precisa ser identificável. Se o pagamento legal correspondente às horas realmente trabalhadas superar o valor fixo, a diferença precisa ser paga.
O limite de horas extras é sempre 45 horas por mês?
Quarenta e cinco horas mensais e 360 horas anuais formam o limite geral. Existem situações excepcionais previstas em cláusula especial do Saburoku Kyōtei (36協定), mas mesmo nesses casos continuam existindo outros limites.
Fontes e referências
Este artigo foi elaborado e revisado principalmente com base em informações oficiais do Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar do Japão. Foram consultadas as regras sobre jornada de trabalho, horas extras, adicionais, limites legais, cálculo da remuneração e orientação para trabalhadores estrangeiros.
Ver fontes consultadas
- Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar do Japão (MHLW) — regras gerais sobre jornada legal, horas extras, trabalho em dias de descanso, trabalho noturno, Saburoku Kyōtei (36協定) e adicionais salariais. Consultar fonte oficial
- Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar do Japão (MHLW) — informações sobre os limites legais do trabalho extraordinário e as regras aplicáveis ao Saburoku Kyōtei (36協定). Consultar fonte oficial
- MHLW — Tashikameyō Rōdō Jōken (確かめよう労働条件) — orientação oficial sobre adicionais de horas extras, trabalho noturno, trabalho em descanso legal e cálculo da remuneração. Consultar fonte oficial
- Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar do Japão (MHLW) — perguntas e respostas sobre a base salarial usada no cálculo dos adicionais e as verbas que podem ser excluídas em determinadas condições. Consultar fonte oficial
- MHLW — Tashikameyō Rōdō Jōken (確かめよう労働条件) — orientação sobre Kotei Zangyōdai (固定残業代), sistema no qual parte do salário é destinada previamente ao pagamento de determinada quantidade de horas extras. Consultar fonte oficial
- Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar do Japão (MHLW) — canais de consulta sobre condições de trabalho destinados a trabalhadores estrangeiros, incluindo atendimento disponível em português. Consultar fonte oficial
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